24 Mar 2011 |

ONU divulga os compromissos dos países em desenvolvimento para reduzir as emissões

A ONU publicou uma lista de medidas que os países em desenvolvimento dizem que vão tomar a fim de retardar o aumento das emissões de gases com efeito estufa.
A lista, que foi publicada esta semana pelo secretariado das Nações Unidas para as questões climáticas, inclui as promessas que foram apresentados anteriormente nas conversações sobre clima em Cancún, no México, no ano passado.
Estas medidas são agora formalizadas e serão discutidas nas negociações da ONU que se realizarão na África do Sul em Novembro sobre como chegar a um novo pacto para limitar as emissões de gases com efeito de estufa após 2012.
O grupo base dos maiores países do mundo em desenvolvimento – Brasil, China, Índia e África do Sul – estabelecem metas que são apresentadas de acordo com declarações anteriores, e todos eles reiteraram que estas “são de natureza voluntária.”
As acções apresentadas pelos maiores países em desenvolvimento incluem os esforços para reduzir a desflorestação no Brasil, uma aceleração dos movimentos na China para a implantação de energias renováveis, e o aumento das medidas de eficiência energética na Índia.
Outras grandes economias em crescimento tais como a Indonésia e México, fazem referência a acções de Mitigação que são detalhadas nos planos e referem como as emissões serão reduzidas em sectores específicos.
As reduções de emissões feitas abaixo das descritas no Namas (National Appropriate Mitigation Action) podem ser usadas como créditos de compensação para os países desenvolvidos num acordo futuro sobre o clima, mas estas negociações para tal mecanismo ainda estão numa fase muito precoce, e terá que superar preocupações entre ambos os países, ricos e pobres.
Nuclear
Apenas dois países fazem menção específica do uso da tecnologia nuclear como um meio para reduzir as emissões, embora a maioria das observações tenham sido compiladas antes da crise nuclear do Japão.
No documento da ONU, Marrocos, disse que iria construir duas centrais nucleares depois de 2020 e que iria reduzir as emissões em 14 milhões de toneladas por ano, enquanto o Botswana disse que iria usar a energia nuclear para a ajudar a reduzir a sua pegada de carbono. No entanto, o Botswana não especificou se seria para desenvolver a capacidade nuclear própria, ou se para importar uma maior quantidade de electricidade a partir da vizinha África do Sul, que tem dois reactores nucleares.
Os países em desenvolvimento como Brasil, China, Índia, México Coreia do Sul e Vietname já disseram anteriormente que todos eles pretendem o desenvolvimento de novas capacidades nucleares.
Países como o Irão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, não têm acções publicadas no documento da ONU.

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